19 de abril: Dia do Índio

Colégio Mario SchenbergMingau de fubá, peixe assado ou cozido e abóbora. Mandioca e derivados como beiju e tapioca. Paçoca e canjica. Essas são algumas das delícias que fazem parte da culinária brasileira, influenciada pelos índios. E o guaraná, então? Bem, isso também vem de longe. Desde a colonização.

E a influência não para por aí. Pode ser vista em muitas técnicas, como a pesca com tarrafas, as queimadas e a formação de mutirões em prol da realização de uma atividade. A medicina também carrega, ainda mais, essa história da influência indígena para o nosso cotidiano.

E o que se dirá do hábito de dormir em rede, da presença de lendas indígenas em nosso folclore, do emprego de muitas palavras de origem indígena e de técnicas de construção também indígenas? E o hábito de banho diário que ganhou força entre os colonizadores?

Além de tudo isso, a miscigenação produziu o mameluco (cabloco) e o cafuso, e o tom de pele dos brasileiros e seus traços físicos estampam a marca dessa ascendência.

Não dá para negar que convivemos com uma forte herança cultural recebida dos indígenas.

O lado irônico disso é a enorme contradição que vivemos: os índios, muitas vezes, vivem à margem da sociedade e não têm suas tradições e necessidades atendidas.

Se tanto falamos em pluralidade, em respeito e em educação, será que não é hora de refletirmos e agirmos para mudar o que parece sem solução?